sábado, 11 de abril de 2015

Sim, demiti-me!

Não era novidade por estas bandas que o novo  trabalho (já não tão novo tendo em conta que passaram quase 5 meses), o qual inicialmente parecia ser o melhor que me podia ter acontecido, é uma valente merda. O ambiente é mau, a pressão psicológica é dura e o trabalho propriamente dito deixa muito a desejar tendo em conta o que desejo para mim enquanto profissional. E não, já não falo nas condições de sonho nem na remuneração que a nossa geração não conhece mas tanto reclama. Falo da qualidade do trabalho a desempenhar. 
Todos os dias chegava a casa de rastos, a chorar ou com uma ansiedade que não reconhecia em mim, resultado da humilhação constante. Fui aguentado, primeiro porque tinha trabalho e depois porque "provavelmente era a adaptação ao mundo do trabalho". A certa altura achei que já tinha tempo mais do que suficiente para me ter adaptado e ia mesmo desistir mas podia arrastar a situação por mais uns meses porque afinal estou no Porto e vivo com o meu namorado e desistir do trabalho significava, à partida, abdicar disso também. Até que atingi um ponto tal em que toda a gente me pedia para pôr um ponto final em prol da minha sanidade mental e da qualidade das relações que tenho.

Várias hipóteses foram levantadas, entre as quais procurar trabalho por cá ou regressar a casa. Questões pessoais sobrepuseram-se e sabemos que o caminho que queremos não passa por ficar cá por muito tempo (mas quanto?). A juntar a isso surgiu a oportunidade de regressar a casa com trabalho à vista ainda que seja apenas um começo é o começo que preciso para dar continuidade à formação que tenho feito e aos projectos que quero pôr em prática. Os dias em Madrid serviram para pensar, conversar e dar o salto. O apoio do namorado, da família e dos amigos tem sido imprescindível e a carta já foi entregue.
Em duas semanas estarei livre mas metade do peso já deitei ao rio.  

É certo que serei uma eterna insatisfeita mas se há altura para experimentar é esta em que sou só eu a depender de mim. Novas mudanças a se aproximarem e com isso novos riscos a correr mas aceito o desafio e acredito sempre na razão pela qual as coisas acontecem.
Vamos a isso...

Madrid - As fotos

Definitivamente, as fotos não fazem jus à cidade. De qualquer modo fica aqui um cheirinho daquela que para mim passou a ser a cidade do calor, da alegria e da festa constantes.












sexta-feira, 10 de abril de 2015

Vamos por partes... Madrid

Se há coisa que sonho nesta vida é poder conhecer uns quantos pedaços de terra por esse mundo fora. É verdade que as notícias sobre a aviação não facilitam e com isso a minha nervoseira aumenta mas quero muito continuar a viajar e a juntar ao "currículo" umas quantas cidades.
A viver no Porto sabíamos que tínhamos de aproveitar (ainda mais) o aeroporto e a facilidade para sair.

Quando me falavam em Espanha a primeira cidade que queria conhecer era Barcelona [Se bem que já visitei Vigo no ano passado]. Tenho imensa curiosidade e quero muito visitá-la mas, e porque os preços estavam mais convidativos, foi para Madrid que rumámos desta vez.
Escapadinha de três dias com a mochila às costas. Não foram dias de descanso mas sim de muito passeio e quilómetros a mais nas pernas. Comidinha da boa, calor, muito calor, e a certeza de que Madrid faz mesmo jus à Movida Madrilena, uma vez que estamos sempre com a sensação de que algum evento está a acontecer a julgar pela quantidade de gente que passeia pelas ruas a todas as horas do dia. 
Visitámos o que pudemos mas fica sempre a sensação de que faltou tanto para ver mas, Museu do Prado, Plaza Mayor, Porta do Sol, Palácio Real e Parque do Retiro não falhámos. Tapas, Paella, churros com chocolate e muita sangria fizeram parte do investimento.
Uma cidade limpa e cheia de luz que recomendo vivamente!

* Ficam a faltar as fotos que tenciono partilhar em breve... 


terça-feira, 7 de abril de 2015

Então, Memories, que é feito de ti?

Por entre os dias a mil à hora ainda deu para ir a Madrid numa fugidinha de Páscoa e para ter falado com a direcção sobre a minha demissão.

Não percam os próximos episódios, porque eu também não...

domingo, 22 de março de 2015

A Teoria de Tudo

Ontem vi, finalmente, a Teoria de Tudo. Muito Um pouco atrasada, bem sei, mas mais vale tarde que nunca. 
Uma história que já conhecia retratada por actores brilhantes e a prova de que o Óscar para melhor actor não podia ter sido mais merecido.
À parte de tudo, à parte do filme, à parte das teorias (que são de génio, já agora), uma história de vida assim faz-nos pôr em perspectiva muita coisa. Tudo, se calhar. Pensar que por esse mundo fora existem tentos Hawking's, não por serem a mente brilhante que é, porque aí ele é único, mas por receberem "sentenças de morte" anunciadas e, ainda assim, serem capazes de superar todos os dias as suas incapacidades e transformá-las em vida, contrariando tudo e todos, desafiando as leis da vida e da morte. 
Uma história de vida assim faz-nos pensar em tantas outras, mais ou menos dramáticas, mas com muita superação à mistura, com dureza e força sobrenatural e eu reduzo-me à minha insignificância, aos problemas que giram em torno do meu umbigo e agradeço tudo o que tenho, uma e outra vez. 


domingo, 15 de março de 2015

Do fim-de-semana

Este fim-de-semana tive formação. Levantei-me cedo como nos dias de semana mas sem medos, sem nervos. Apenas um friozinho na barriga por conhecer novas pessoas e por estar a fazer o meu caminho naquela que acredito ser a direcção certa, ao tentar tirar o maior partido das coisas boas que a bússola a norte me permite.
O sol esteve a favor e enquanto esperava pelos transportes perdia-me nos pensamentos como, aliás, tenho feito tantas vezes nos últimos tempos.
Avizinham-se mudanças mas, ao mesmo tempo, ainda falta tanto tempo para dar o passo. Meses envoltos em dúvidas e mais dúvidas. As mesmas de sempre mas agora com [alguma] experiência à mistura, com imagens constantes de um mar de casa e uma vontade de acreditar ainda [e sempre] maior.

sábado, 14 de março de 2015

Eu não sou chique*

Não param de aparecer sítios novos e giros na baixa do Porto. Então, fim-de-semana à porta e "vai a malta passear" e eu, mesmo a respirar ranho por todos os poros, não podia ficar em casa e lá fui com o pessoal até um sítio porreiro. 
Com a quantidade de comprimidos que tenho tomado pedi um cházinho. Ora que me põem à frente uma chávena toda XPTO-chique e eu não fazia ideia de como manusear aquilo sem me engasgar com o saco do chá. "Oh jovem!" - chamei eu pelo rapaz que me serviu - "Desculpe a minha ignorância mas como é que isto se usa?" 
Com ar atrapalhado diz ele:
- Hum... Também não sei, é o meu primeiro dia cá.

Consegui beber o chá sem me engasgar. Valha-nos isso. 

* Mas o jovem trabalhador também não! 

P. S.: Ah, e ainda ia havendo porrada no estaminé. Não sei se o jovem não se despediu no 1º dia. Foi muita emoção para um homem só.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Enlouqueci

Inscrevi-me na minha primeira corrida. 10 Kms esperam-me no final deste mês.

domingo, 8 de março de 2015

Para as minhas mulheres

Hoje, mais do que as lutas pela igualdade, mais do que o feminismo assumido, mais do que as diferenças de género na vida e no trabalho, mais do que as batalhas ganhas e perdidas pela liberdade da mulher num todo, hoje no dia que é da Mulher, escrevo para as minhas mulheres. 
Sem as mulheres da minha vida não seria nem um fragmento do que sou. Sem a garra e o amor da minha mais-que-tudo, mãe. Sem o carinho da minha prima-irmã. Sem o colo e a coragem das minhas avós. Sem a frontalidade, carinho e dedicação das tias. Sem as gargalhadas e conselhos das irmãs que escolhi, minhas amigas. 
Para as mulheres da minha vida, desejo que sejam na vida as mulheres que o mundo precisa. Desejo que façam por elas e pelos outros o que continuam a fazer por mim. Desejo que contribuam para essa igualdade que procuramos e merecemos. Desejo que sejam felizes pois só assim farão do mundo, um mundo à nossa imagem, um mundo de força onde a felicidade impera!

Feliz dia da Mulher a quem assim se assume, mulher de verdade!


sábado, 7 de março de 2015

Actualizando...

Ainda não me despedi, ainda não me fui embora, estou por aqui. Exactamente onde estava da última vez que escrevi.
Hoje estou ainda mais cansada, cada vez com mais vontade de me despedir, mas a merda das consequências e dos balanços que faço constantemente arrastam-me para mais uns meses disto [trabalho]. 

Tirando isso faço por ser feliz, mas "isso" ocupa 9 horas do meu dia, durmo cerca de 8 horas, sobra pouco. Mas tento, a sério que tento.