segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Adeus 2013, Olá 2014

Eu sei que já aborrece esta coisa de toda a gente falar do ano que passou e anunciar o ano novo mas, não seria normal se eu, a mulher dos "balanços", aquela que escreve para mais tarde recordar, não escrevesse sobre aquele que foi para si um ano de loucos e sobre aquele, que para si será um ano ainda mais incerto.

Se há coisa para que 2013 me serviu foi para crescer. Crescer no sentido pessoal. Percebi que nem sempre as coisas correm como queremos, percebi que as coisas têm o valor que lhes damos. Vi os meus amigos terminarem um ciclo que tínhamos começado juntos mas sei que 2014 será meu também. Vivi com o mais que tudo mas deixei de viver com ele também. Perdi gente querida, ganhei novas "gentes". Ultrapassei medos e ganhei outros. Chorei de tristeza e de emoção mas ri-me muito, ri-me mesmo muito. Confirmei que quero mesmo isto para a minha vida. Gostei de 2013 mas não gostava de passar por tudo outra vez, não gostava mesmo. 

Quanto a ti, 2014, sei que serás um ano de emoções fortes. Espero acabar de uma vez este curso e poder pôr mãos à obra. E sei que o vou acabar! E depois? Vou voltar para esta terra a que chamo "casa"? Vou para perto dele? Vou para ainda mais longe? Não sei... São muitas perguntas para tão poucas respostas mas espero que sejas bom, 2014. 
Vais ser desafiante, vais pôr-me à prova mas espero chegar cá, daqui a um ano, e poder dizer que gostei de ti, gostei da pessoa em quem me tornei nesses 365 dias que me vais dar...


sábado, 28 de dezembro de 2013

Crise o tanas!

É ir ao shopping no dia em que começam os saldos da Zara e acreditar que isto da crise é tudo a fingir. Só de olhar para a fila pus-me a milhas dali...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

E já passou

Não me perguntem qual foi a marca/clínica que inventou esta frase, mas recordo-me de, a caminho da escola vislumbrar uns belos cartazes da marca X que visavam curar a ejaculação precoce e tinham umas frases giras, tais como: "VAI SER TÃO BOM, NÃO FOI?".

É isto o resumo do meu Natal. Não a parte da ejaculação precoce. A frase... Coisa rápida. Ah, mas a comidinha já está cá toda, a me fazer inchar, inchar... 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

Até parece mentira, melhor dizendo, nem parece verdade. 
Ainda ontem as serpentinas do Carnaval invadiam as montras e agora é vê-las a tombar de verde, vermelhos e dourados... Ainda ontem andava eu agoniada com um ano maluco a começar e já mudei o chip para "neste Natal não vou comer tanto como no ano passado" (vou comer mais, é o que é...)... 
Num abrir e fechar de olhos é Natal. Já não é o "Natal" de antes, com a avó à cabeceira da mesa, com os primos a rasgar embrulhos e a correr pela casa... Não sei se é porque cresci... É o medo do ano em quem me vou tornar, finalmente, licenciada? É o quê? Se calhar é só o Natal, tempo de reflexão, de busca pelo equilíbrio...

E esta que vos escreve (não tanto quanto gostaria) deseja-vos o melhor dos Natais!



domingo, 22 de dezembro de 2013

Para o ano há mais

Pois, tanta coisa, tantos medos, tanta falta de tempo, tanto medo do regresso "às mãos na massa", tantas inseguranças e passou tudo num sopro.
Um estágio carregadinho de ensinamentos e toda eu cheia deles (e de sono também...). Conhecer pessoas novas, conseguir ficar surpreendida com tudo o que ainda há de bom (e menos bom também) por aí e ficar com tantas saudades daquilo pelo qual nem tive tempo de conhecer bem.

Uma das três partes que vão levar ao culminar deste processo já está. Venham as próximas, venham bem...
Por agora: Modo Natal: ON!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Apercebo-me que o Natal está a chegar quando...

... aquela sensação de desespero por não saber o que oferecer se apodera de mim.

(E não só, vá...)

domingo, 1 de dezembro de 2013

Jet lag da rotina

É sabido que quando fazemos uma viagem longa, para um destino com um fuso horário diferente (eu ainda não fiz mas estou mortinha para correr esse mundo...), sofremos de jet lag. Uma resposta fisiológica à adaptação a um novo horário, ao sol que nasce mais cedo ou mais tarde, à noite que já apareceu ou tarda em surgir...

Isto de se iniciar uma nova rotina, deixando para trás todo um dolce far niente também tem muito que se lhe diga. Duas semanas volvidas sobre o início do meu estágio, ainda me sinto com jet lag desta rotina, ou seja, ainda me estou a adaptar a esta "nova vida" provisória (para muita pena minha porque para já estou a gostar muito, mas falaremos disso mais tarde), o levantar cedo, chegar a casa de tarde e conseguir organizar o trabalho de casa, a vida familiar e social, o namorado, o desporto e por aí adiante.

Sinto-me cansada, mas feliz. Aguardo ansiosamente que me passe este jet lag antes que esta nova rotina termine e uma nova comece. Dezembro traz com ele esse final, sê bonzinho Dezembro, sê bonzinho...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A manhã fria

O despertador toca cedo, bem cedo, como há muito não tocava.
As expectativas, o medo, o frio na espinha, a novidade... 
Quilómetros ao volante com vista para o mar e ainda o sol não se pôs...
A brisa da manhã fria faz-me lembrar que é real, estou mesmo viva e pronta para os desafios que nesta vida me surgirem. E assim, nesta semana, começou um novo desafio... Pessoas novas, visões novas, aprendizagem...
Vamos a isso!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ideias giras

Muito se tem feito por estas bandas blogosféricas sobre fotografia, vários desafios, ideias engraçadas...
Ele é tirar 10 fotografias no dia 10 de cada mês, tirar uma foto a cada dia do ano, tirar uma foto aos petizes (quem os tem) a cada semana do ano e por ai fora...
Eu cá admiro gente com boas iniciativas!

Hoje, deparei-me com esta ideia bem gira de um português. Chama-se 2past2 e, basicamente, o senhor tira uma foto, todos os dias durante um ano, às 14h02. Para além de o fazer, incentiva a malta a fazer o mesmo podendo escolher a hora em questão e parece que em França já começaram. 

Fica aqui um cheirinho...









terça-feira, 12 de novembro de 2013

Início de semana

Ontem, esperava no carro numa das ruas principais da minha cidade. Era segunda-feira e a hora de almoço estava a chegar ao fim. As pessoas, melancólicas, dirigiam-se a passo lento para os seus postos de trabalho. Reconheci algumas caras: a cabeleireira do salão da esquina, um par de senhoras das Finanças e mais um outro senhor. 
Mas não eram os únicos. Todos, àquela hora, tinham ar de quem tinha acabado de almoçar e de quem estava a "abraçar" um dia de trabalho de segunda-feira... Talvez por eu saber que aquela hora representava o fim da hora de almoço daquele dia especifico da semana imaginei-os assim, melancólicos...

Dei por mim a pensar que, no próximo início de semana, estarei a passar pelo mesmo, a dar início a uma das três fases que representam este projecto e pelo qual tanto anseio ver o fim.
No início da próxima semana estarei com borboletas na barriga, ansiosa como nunca... Estarei a "abraçar" o 1º dia desse trabalho, se assim o posso chamar...

Esse início de semana pelo qual tanto pedi ao longo de meses, está quase a chegar...




sábado, 9 de novembro de 2013

Diálogos amorosos

Ontem, estava eu no Skype a comunicar com o meu rapaz e não me perguntem bem qual era o tema ou quais as palavras que usámos em concreto, mas, lá pelo meio da conversa, o meu querido brindou-me com um dos seus mais rasgados elogios... 

Eu - Bla, bla, bla...
Ele - Bla, bla, bla...
Eu - Isto tudo num intervalo de 3 cm.
Ele - Intervalo de 3 cm? Isso não existe...
Eu - Deve haver alguma lei na Física que explique isto do intervalo com os centímetros...
Ele - As tuas notas negativas a Física.

Quem tem um amor assim, tem tudo!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Viva'os noivos!!

Houve boda e da grossa!
Lembram-se da busca incessante pelo vestido encantado?

Pois já passou (a busca pelo vestido e o casório). 
Tanto preparativo, tanto stress para que tudo corresse como planeado, tanto aparato e passou tudo num sopro...
O dia esteve lindo como só esta terra à beira mar plantada podia proporcionar numa altura destas... As pessoas estavam felizes e eu também. Se bem que fiquei com a sensação de que não vi metade das coisas, tamanha era a excitação, mas felizmente que o fotografo andava por lá e captou tudo direitinho para que eu pudesse recordar.

Parte engraçada: Já começou toda a gente a dizer que somos os próximos, só querem bolo, é o que é. Vamo'lá aguentar os cavalos... 

sábado, 2 de novembro de 2013

(Re)encontros

Nestas minhas andanças de estudante "emigrante", de ter de deixar a terra, de atravessar esse mar e plantar raízes em novas paragens, deixei "adormecidas" algumas amizades. 
Algumas até são daquelas em que ficamos meses sem nos vermos mas quando nos encontramos é se como tivéssemos almoçado juntas no dia anterior. Outras nem tanto, mas são daquelas boas, em que éramos bons amigos e depois deixámos de ter aquele contacto intenso, fazendo com que quando voltámos a nos encontrar ainda houvesse uma certa timidez no discurso mas que rapidamente se tornaria num partilhar de experiências.

Com o meu regresso "permanente-ó-provisório" à terra, esse regresso em que já não são só umas semanas no Verão e uns dias no Natal, acabei por tentar "acordar" essas amizades de que senti saudades, amizades que sempre estiveram lá mas que foram um pouco abafadas pela distância, pela presença de novas rotinas, pelo despertar de interesses novos e às vezes incompatíveis.

Cheguei a sentir uma espécie de medo deste regresso. Ia estar com a família e isso não tem preço mas, ao mesmo tempo, ia estar longe do meu amor, longe daqueles amigos que também se tornaram família e também estaria cá quando todas aquelas pessoas conhecidas com quem costumo estar nas férias não estariam.

Esse medo ficou reduzido a quase, quase nada. Foi um regresso como outros tantos, um recuperar de contactos, o estar em CASA. E é tão bom estar em casa...

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Dias bons

Aqueles dias em que acordamos bem dispostos só porque sim. Não é que eu não costume acordar de bem com a vida naturalmente (às vezes, se for muito, muito cedo fico em modo "piloto automático") mas com este pequeno "atraso" nos meus projectos académico-profissionais, nem sempre os dias têm aquele brilho, muito menos pela fresca.

Hoje o sol entra pela janela com toda a força e eu, que também tenho um fraquinho pelo frio do inverno, sou toda dominada por este brilho, por este tom dourado do sol. É logo outra alegria, um sentimento bom pela manhã... Mal posso esperar para que a minha rotina (a sério) comece e eu possa percorrer essa estrada à beira-mar com o nascer do sol a bater-me na cara...

Bom dia!


(A imagem é só porque eu adoro café e é claro que esta substância contribui significativamente para a alegria dos meus dias)

sábado, 26 de outubro de 2013

Teste de Paternidade eficaz

Estas minhas andanças pelo mundo da pastelaria [tal como falei aqui] já deram alguns frutos. Uns mais queimados outros mais por cozer, mas todos comestíveis.

Ontem, com visitas cá em casa, na hora do chá vem para a mesa a minha última obra, uma bela tarte de maçã que, segundo os entendidos, até estava boa mas podia ficar no forno mais um nadinha (45 minutos, vá). Na despedida, uma das visitas agradece o jantar e diz-me para continuar a praticar que estou no bom caminho nisto das pastelarias. Alguém que estava no mesmo espaço diz: "Ela tem tanto jeito." 

Tendo em conta que fiz para aí umas 4 receitas desde que comecei e só uma delas ficou exactamente como devia, adivinhem lá quem afirmou tal barbaridade:

a) uma voz emitida pelo meu subconsciente
b) o gato
c) o meu pai

Deixem lá de gastar dinheiro com testes de paternidade  que envolvam cabelos e sangue e ponham os supostos pais a a comentar qualquer porcaria feita pelos filhos. Não há como enganar.

PS.: Para quem tinha dúvidas o meu gato ainda não fala e até ver ainda não oiço vozes (pensando bem às vezes até oiço...).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A família que se escolhe

Ontem houve um jantar onde esteve grande parte da malta do curso, a malta com quem convivi intensamente durante 4 anos, a malta que se tornou a minha família, a malta da qual morro de saudades todos os dias. Por factores geográficos foi-me impossível estar presente mas estive com eles em pensamento, como sempre.
Hoje, ao acordar, pego no telemóvel para ver as horas e se há alguma chamada ou mensagem. O costume.
Havia mensagem, sim.
 
"Fazes cá falta!"
 
E vocês fazem-me falta sempre!
 
 
"Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos connosco e vamos atrás da miragem de falsos tesouros... Valorize o que você tem, a família, as pessoas, os momentos..." - Paulo Ursaia
 
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Falando de coisas importantes



Comida, pois claro.
 
Não se pode dizer que tenha sido sempre menina de comer bem. Fazia as minhas birras, comia pouco. Só com o tempo fui-me tornando num bom garfo (desgraça!) e passei a apreciar mais a comida.
 
Uma vez que os meus pais (cada vez mais o meu pai) lideram na cozinha, de vez em quando lá ia espreitar e tentar aprender qualquer coisa.
Com a ida para a faculdade, onde passei a ter a "minha" cozinha, pude explorar melhor os meus dotes culinários e, se no início não fugia muito do básico, com o tempo já fazia umas coisas bem jeitosas. [Que o digam o meu moço e as amigas que se juntavam lá em casa muitas vezes.] Ainda assim, e sem margem para dúvidas, tenho muito por onde melhorar, mas muito mesmo. Mas, digamos que já não passo fome.
 
Ora, com o regresso a casa, os líderes continuam onde pertencem (e bem!). Os meus pais cozinham e eu não digo que não, mas fica a saudade de pensar em receitas, comprar os ingredientes e de meter mãos à obra.
 
Outra coisa para a qual não me jogava muito era para a pastelaria, mas uma pessoa nunca sabe onde irá parar e lá me vejo eu a ler blogs e cantinhos de receitas. Ele é todo o tipo de receitas quentes, frias, doces e salgadas.
 
Já que na escolha do prato principal não tenho participado muito (mas não me queixo nada!) vou fazendo umas coisas mais doces para a sobremesa ou para o chá.
 
Com tudo isto espero não insuflar, o que me vale é que apesar de tudo até gosto de pôr o corpo a mexer!
 
 
(Imagem daqui)

sábado, 19 de outubro de 2013

"O Amor aprende-se"

Sempre que me é possível, gosto de ver o Alta Definição. Tem a seu comando o Daniel Oliveira e, por mais controversas que sejam as opiniões sobre este entrevistador, eu admiro-o e aprecio a forma como sabe levar as entrevistas e adaptar-se aos entrevistados. Mas, sobre isso, podemos falar mais tarde.
 
Hoje, foi o actor João Perry o convidado. E que entrevista. Que vida dura. Que infância infeliz.
A certa altura o mesmo actor dizia que "o amor aprende-se". Eu, que tive uma infância feliz e uns pais maravilhosos, sempre achei que o amor está lá sempre, está nas coisas, nos gestos, nas palavras, ele existe e, por isso, sempre me foi fácil retribuir esse amor. Mas, infelizmente, nem toda a gente sabe o que é, nem toda a gente cresceu com amor e por isso teve que aprender a amar, a ser amado.
 
Eu achava que o amor se sentia, e sente-se. Mas, na realidade não deixa de ser uma aprendizagem. Uma aprendizagem a dois, a três, a dez ou a vinte. É preciso aprender a aceitar os tais defeitos de quem se ama e ainda assim continuar a amar incondicionalmente. É preciso aprender a respeitar as suas decisões mesmo quando divergem das nossas e continuar a sentir aquele amor, a mesma admiração.

Sim, o amor aprende-se, mas mais do que isso, o amor sente-se e vive-se.
Como é bom amar. 
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Ui se gosto #2

Chocolate... Gosto tanto!

Cá em casa a minha mãe tinha por hábito ter guardadas algumas guloseimas no caso de recebermos visitas dos mais pequenos. Sabendo que as mesmas, principalmente se incluíssem chocolate, não resistiriam à minha investida, a minha mãe escondia-as nos sítios mais estranhos. Na cozinha, embrulhadas nas toalhas limpas, na gaveta dos sacos... Na dispensa dentro de caixas de arrumos, chegou a escondê-las na caixa de artigos de costura, enfim, uma autêntica caça ao tesouro para mim. E, quando lá chegavam visitas e a minha mãe se dirigia à sua reserva, eis que milagrosamente havia já desaparecido... 

Pois é, por chocolate apresento-vos Mrs. Sherlock Memories Holmes, eu mesma. 

Agora já me vou controlando melhor, mas não me testem, não me testem...


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Começar de novo

Já aqui falei que este ano, excepcionalmente, as minhas férias de Verão são maiores. Ainda cá estou, onde me sinto em casa, com as pessoas de sempre, os lugares de sempre, com aquele sol de Outubro e acima de tudo, junto daquele mar do qual nem sempre desfruto mas que me faz tão bem.

Por outro lado sinto o coração meio vazio e aqui não podemos nem sequer brincar com a questão da perspectiva, não há maneira de o meu coração estar meio cheio, está meio vazio. Falta-lhe a outra metade que está de um outro lado deste oceano a dar o melhor de si para que um futuro bom nos sorria. Mas custa... 
Por cá estou eu, a espera que uma nova fase comece (se é que já não começou...), com a saudade a apertar mas com a esperança e a convicção de que será o melhor, de que será para melhor, sempre!

Às vezes é preciso começar de novo para poder voltar aos lugares que nos fazem bem, aos lugares onde nos sentimos realmente bem. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Este não é um blog de moda #1

Se o orçamento fosse maior estes modelitos já moravam cá em casa.


Zara


Mango

Blanco



Mudança

Das autárquicas...

Mudar nem sempre é fácil. Mudar é arriscado, é sair da zona de conforto. 
Finalmente mudámos. Após anos e anos do mesmo, desta ditadura disfarçada, o povo quis mudar.
Pena ter sido tão tarde, depois da galinha dos ovos de ouro já estar morta e comida. Ainda assim mudámos! Parabéns a quem arriscou e acredita na mudança.

Agora resta-nos esperar e não temer as consequências. Ontem foi dado o primeiro passo. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Somos pobres

Eu já sabia que eramos pobres. Nós, os portugueses. 
Não me refiro à pobreza financeira, refiro-me à pobreza de espírito.

Hoje, ao deparar-me com esta notícia, não posso ficar surpreendida mas também não fico nada feliz.
O título já não é nada sugestivo: Lisboa é a cidade menos honesta do mundo. (Os portugueses são o povo menos honesto do mundo sendo que neste estudo Lisboa foi a única cidade portuguesa envolvida...)

Ora, resumindo, parece que um grupo de investigadores decidiu espalhar uma serie de carteiras (12, mais propriamente) em algumas cidades do mundo. Todas elas devidamente identificadas, com contactos e com dinheiro, pois claro. Depois, decidiram observar o que lhes acontecia. 
Parece que o povo da Finlândia é o mais honesto pois devolveu 11 carteiras. Já Portugal ocupa a última posição pois só uma foi devolvida e espantem-se, por um casal holandês que estava por cá de férias...

Conclusões? Sim, as carteiras podem até ter sido encontradas por pessoas que estão desempregadas, por portugueses honestos mas que pensaram na fome que os seus filhos estão a passar e no emprego que não têm, mas caramba... Somos os piores, os piores... 
Não vou generalizar, até porque 12 carteiras não representam um número significativo mas a realidade é que temos orgulho em tanta coisa que é nossa, que é de Portugal, e que bem que nos sabe pregar aos 7 ventos esta nacionalidade mas esta situação vem lembrar-me de como estamos tão longe de outros países em determinados valores... Estamos longe e somos pobres, bem pobres. 

Camões e Amália não nos podem "proteger" pra sempre... Os anos passam e temos que "plantar" razões de orgulho português, mais razões...

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Venho já..."

Já foi. Mais uma vez um aeroporto, a garganta seca, e uma despedida...
Sabemos que desta vez é quase como um treino. É por pouco tempo. Felizmente há um fim-de-semana de regressos, muito em breve. Mas depois, depois será assim por alguns meses... Uma distância física que é praticamente impossível de quebrar. Compromissos profissionais... Compromissos académicos... Tantos compromissos...

Até lá respirar fundo uma e outra vez, aproveitar a tecnologia boa que hoje temos e fazer o melhor por cada um de nós para que não falte assim tanto tempo para estarmos juntos onde nos sentimos em casa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Os últimos cartuchos

Sem darmos por ele, o Outono entrou e fez-se de casa. 
Por cá o sol é cada vez mais tímido ainda que de vez em quando nos deslumbre com toda a sua força por momentos pequeninos. Por cá temos nos despedido desse sol e desse Verão... 
É cada vez mais hora de recomeçar e não sei se estou pronta ou se não quero estar pronta. Os medos, esses medos... O medo de começar de novo, agora não tão perto (fisicamente) do meu amor... O medo que a fase que se avizinha não corra tão bem como sonho... O medo, esse medo.

É tempo de absorver tudo o que juntei em mim de bom no últimos tempos, é tempo de recordar cada pedacinho de Verão e de mar e levar comigo para onde quer que vá, é tempo de voltar a pegar na "camisola" e recomeçar.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Da Gaiola Dourada

Eu sei que já está toda a gente pelos cabelos com comentários ao filme, também sei que já se disse tudo o que havia para dizer, pro bem e pro mal, acerca do mesmo. Mas o que é que querem, também quis mandar a minha posta.

Já andava há uns tempos para ir ao cinema, mas um dia isto, outro dia aquilo e os dias foram andando... Mas sempre lá fui, tarde, mas fui. Já lá fui com a crónica do Sr. Miguel Esteves Cardoso na cabeça (ámen ao MEC que escreve muito bem mas não se pode estar de acordo em tudo!)  mas queria tanto ver e tinha muito boas expectativas...
Pois fui e gostei muito!! Eu tenho familiares emigrantes (não só mas também em França) e sei que passaram as pedras da calçada, passaram por situações semelhantes, passaram pela descriminação, passaram pela saudade de morte e até pela solidão. Mas foram, foram à procura do pão para os filhos, foram atrás dessa riqueza prometida. 
São familiares que levaram o seu tempo até poderem visitar a terra mas lá vêm de vez em quando, com a mágoa de não terem visto morrer os pais, com a mágoa que os seus filhos sejam mais franceses do que de Portugal, com a mágoa de serem cada vez menos da sua terra e mais da dos outros que agora é deles e voltam sempre para França, para a sua casa.

O filme, à sua maneira, traduz isso muito bem e lanço um "BRAVO" a todos os que nele trabalharam.

E sim, também dá um aperto no peito pensar que a hipótese de me tornar emigrante, em breve, não é assim tão remota!  

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O romance ou a falta dele

Ontem, enquanto aguardava dentro do carro à porta da zona das Chegadas do aeroporto, observava o encontro entre um casal. Não dava mais de 30 e poucos anos aos intervenientes. 
Ela, tal como eu, aguardava no carro. Quando viu o suposto companheiro/namorado/marido sair pela porta em direcção ao carro saiu do banco do condutor, cruzou-se com ele quando este já estava de mão em punho para abrir a porta da mala do carro com o objectivo de pousar a sua malinha, a qual arrisco dizer que serviu para uma viagem de um ou dois dias, e dirigiu-se para o banco do passageiro. 
Nem um beijinho, nem um sorriso... 
Ainda quis acreditar que, antes de arrancarem mas já dentro do carro, iam dar um beijo, fazer um qualquer olhar, sei lá, qualquer coisa. O aeroporto estava calmo, nada de agentes chatos a despachar o povo... Mas não. Ele pôs prego a fundo e lá foram...

E, enquanto durou a minha espera, fiquei a pensar naquilo. É óbvio que não sei o que se passa nas suas vidas, não sei que angústias aquele casal estará a viver ou que tipo de relação têm... 
Um jovem casal, que não me pareceu estar mal na vida a julgar pelo carro que conduziam. Um companheiro em viagem de trabalho, certamente, até porque vestia fato e transportava uma pequena mala. 
Por mais curta que tenha sido aquela viagem, por mais problemas que se estejam a viver não é deixando de lado as mais pequenas coisas que o resto vai ficar melhor. 

Ok, passaram apenas uma noite e um dia afastados, não faz mal. Um beijo de cumprimento dá-se mesmo sem se viajar.... 
Se calhar estavam chateados. Mas um dia afastados deve ter servido para reflectir. 
Vamos a ver e nem são namorados. Ah, aí está bem, mas mesmo assim podiam dizer "olá" um ao outro.
Tenho dito.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Coisas do destino

Hoje, a pôr a leitura dos meus blogs em dia, parei aqui e esta paragem levou-me a fazer um outro clique neste cantinho.

Estes dois cantinhos complementaram-se com a seguinte frase:

Acredito que o destino junta as pessoas felizes... Acredito, ainda mais, que as põe a trabalhar juntas para fazerem felizes outras pessoas.

Que bela frase para começar mais um dia. Que bela forma de encarar todos os dias. Vamos ser felizes e atrair pessoas felizes, mais, vamos atrair aqueles que precisam de felicidade!
Que seja mesmo assim, que o destino junte as pessoas felizes na vida, no amor, no trabalho...

domingo, 8 de setembro de 2013

Queridos, mudei a tasca

Pois é, remodelei o cantinho. Espero que seja do vosso gosto. Os apontamentos decorativos ficam para outra estação, desta vez foi só apostar nas cores e na mudança de capa.

1... 2... 3... Sejam felizes!

sábado, 7 de setembro de 2013

Ui, se gosto... #1

Não queria ter escrito este post tão cedo até porque ainda é Setembro, ainda é Verão e quero mais banhos de sol, banhos de mar, banhos de gargalhadas, banhos de amor, banhos de férias...

Mas, já que esta noite trouxe com ela um dia chuvoso que faz lembrar que o Outono não tarda, tenho que dizer o quanto eu gosto deste cheirinho a terra molhada, este cheiro a Natureza... Que sorte tenho por ter essa Natureza tão perto e tão presente.
Cheiro bom!

Agora a sério, São Pedro, isto é giro e tal mas mais uns dias de Verão, por favor!




Vai se queres ir

Ora com Setembro à porta, aliás, já bem dentro, é tempo para balanço...
(Agora que penso, faço tantos balanços... É caso para psicoterapia?)

A minha reentré ainda vai longe, mas, há bem pouco tempo, costumava usar este mês para reflectir sobre o percurso académico, sobre as férias em geral, sobre o percurso que ainda me falta percorrer e aquele que já percorri até aquilo que idealizei como sendo o meu objectivo.

A conclusão deste ano é que, ainda que não esteja aonde queria estar, já conquistei alguns pedaços de caminho. Não gosto de pensar que vou com a corrente na típica situação do "vai se queres ir". Claro que é bom receber alguma coisa que queríamos muito quase sem esforço, mas receber a mesma coisa quando se lutou por ela tem um sabor tão mais doce. É como cruzar a meta depois de correr a maratona toda...


sábado, 31 de agosto de 2013

Conhecendo Pessoas

Uma vez alguém me disse:
 - Não há nada mais complicado do que conhecer pessoas.

Na altura, há uns 3 ou 4 anos atrás, não fez tanto sentido mas compreendi. Hoje percebo melhor.
Conhecer pessoas é realmente difícil e não me refiro à situação "António, esta é a Maria. Maria, este é o António.", refiro-me ao verbo conhecer como um todo. Conhecer a pessoa como ela é, os seus valores, os seus ideais, o seu feitio, a Pessoa.

Ao mesmo tempo, conhecer pessoas é o melhor do mundo. Se não fossem as pessoas, os outros, o que seria do eu? Com quem se iria partilhar as alegrias, as tristezas, as parvoíces, os problemas...? Com quem se iria aprender, conviver...?

Mas, aquele lado menos bom, o das atitudes que não se esperam de alguém, o das palavras ditas e por dizer, o dos gestos... Conhecer pessoas é mesmo difícil.  

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Agosto vai e volta sempre, já o sol...

E num ápice passou, esse Agosto desgovernado...

Noutros anos ficaria um pouco mais triste, se assim se pode chamar, ao ver terminar este mês. Esse fim representa o fim das férias, o fim da vida boa, o fim do sol grande, o fim das coisas boas de Verão ou o fim do Verão em si mesmo. Mas, este ano, as minhas férias prolongam-se um pouco mais do que é costume. Não recomeço os trabalhos ali a meados de Setembro, não tenho que passar a sua primeira metade a preparar o regresso. 
Este ano, ainda que não o quisesse, tenho Setembro. Setembro inteiro que aguardo solarengo (será?), Setembro que espero vê-lo como um prolongamento de Agosto, um Setembro bom como o de quando era bem mais pequena, em que aqueles últimos raios de sol nas férias dos pais sabiam a ouro.

Vai Agosto, vai... Deixa o sol, deixa o Verão. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Dizem os entendidos... Mas entendidos em quê?

Eu por cá sou fã assumida do Querido Mudei a Casa. Vejo o episódio "novo" (que, com muita pena minha, nem sempre é novo) ao Domingo e vou revendo outros episódios nas repetições ao longo da semana. Gosto de decoração e, tirando um ou outro caso, gosto da generalidade das transformações que fazem por lá.

No passado Domingo, a ver o episódio, deparo-me com algo que me decepcionou em relação ao programa. Já fiquei triste desde o inicio uma vez que era para ser a Ana Antunes (gosto tanto!) a fazer magia e, de repente, surpresa das surpresas, vem uma tal de Beatriz, "ah e tal que ela é que percebe de quartos de bebé" e "vamo' embora surpreender a apresentadora Sofia". Pronto, já que tinha de ser vamos lá ver o que é que ela vai fazer.
Ora, era um quarto de bebé a ser transformado, tudo a correr com normalidade até ao momento das cores. Vai que a senhora escolhe uns amarelos, azuis e vermelhos. Até aqui nada contra, apesar de não serem as minhas cores favoritas. O pior foi a justificação da escolha... Sô dona Beatriz sai-se com esta: "Dizem os entendidos, que os bebés vêem a preto e branco até aos dois anos e por isso vamos usar cores fortes para o estimular." 

WHAT?! A PRETO E BRANCO?? ENTENDIDOS? 

Eu cá não sou pediatra nem especialista em oftalmologia mas afirmar em televisão que os bebés vêem a preto e branco até aos dois anos é puxado... É sabido que, quando se nasce, a visão ainda não está maturada em vários aspectos e que nos falha, realmente, a visão em profundidade, daí que se consiga destingir melhor o que está pertinho, tal como o rosto de quem nos pega ao colo. Mas, também é sabido que por volta dos 8 meses, a não ser que o bebé tenha problemas de visão, já consegue ver quase tão bem quanto um adulto. 

Pior do que dizer isto em televisão, é ninguém da produção ter notado que esta é uma afirmação falsa e ainda repetir o programa mais do que uma vez não vá alguém ainda não ter memorizado tal falácia.  

Que pena, Querido Mudei a Casa, que pena...  

Ao bicho que povoou o meu quarto esta noite

Espero que todo o sangue que me sugaste te dê uma brutal diarreia. Mais, espero que esteja tão azedo que te incomode de tal forma a garganta e te impeça de fazer esse zumbido irritante aos ouvidos de qualquer outro ser. Mais, espero que vás morrer longe, mas já!
Tenho dito.

Qualquer semelhança com uma pessoa desequilibrada e com problemas psiquiátricos é pura coincidência, fui apenas mordida, múltiplas vezes, por uma melga.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Da Fotografia

Não sou (nem de longe) nenhuma profissional, nem entendida sequer, mas gosto de fotografia. Gosto de ver fotografias ainda que não conheça o fotografo ou os fotografados. Gosto essencialmente de retrato, de ver momentos de gente e com gente. Gosto das histórias contadas através da imagem, através do clique no momento certo.

Tenho a minha compactazita que me acompanha para todo o lado e lá vou registando o que consigo. Uns cliques bons outros nem por isso mas são os meus cliques, as minhas fotos. 
No dia de hoje, em que se comemora a fotografia fica a partilha de que um dia quero ser melhor neste ramo e quem sabe fotografar a sério, partilhar convosco retratos de gente e com gente, partilhar momentos e cliques felizes.

Por agora, não deixem de fotografar. Ainda que não haja melhor fotografia que aquela que é guardada nas nossas memórias, um registo um dia será história


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

De coração cheio

Sim, o moço já está comigo para uns dias que espero que sejam, no mínimo, óptimos! 
Praia, passeios, mimos, gelados, mimos, sorrisos, frescura e mimos (não sei se já tinha dito). Quero afogar as saudades lá bem no fundo deste mar bom e guardar reservas de coisas boas para o pós-férias! 

Assim sabe bem...

domingo, 11 de agosto de 2013

Sinais da Natureza

Ontem, na praia, enquanto aproveitava os raios de sol que têm sido tímidos por estas bandas, contemplava as poucas nuvens que se iam dissipando lá no alto. Arrependida por não ter levado comigo o meu livro até à praia, limitei-me a imaginar personagens nas nuvens ao mesmo tempo que desfrutava da brisa que passava. Fazia-o tantas vezes em pequena...

Vi reis, unicórnios, a máscara do scary movie, árvores, caras, corpos e mais caras. 
A certa altura surge-me aquilo que me pareceu ser um coração com uma expressão mista, uns olhos de alegria que ao mesmo tempo contrastavam com um sorriso triste. E fez-me pensar... 

É preciso tão pouco para oscilarmos entre o feliz e o triste. Basta uma palavra mais dura, algo que não foi feito, algo que se queria muito e não se teve e o feliz passa a ser triste. Já o contrário, passar de triste a feliz custa um pouco mais e na realidade não devia. São as coisas mais pequenas que nos fazem felizes e estão em todo o lado... Ontem, na praia, pensava nisso e em como queria algumas coisas que não tinha naquele preciso momento, mas ao mesmo tempo, tal como o coração alegre-triste, sentia-me tão bem e feliz. 
O sol, a água do mar, o estar de férias, o estar acompanhada por quem se gosta, o poder contemplar as nuvens... São as coisas mais pequenas que nos fazem felizes!  


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tempo e desejos

Envolta no ambiente (ainda) natalício, e cumprindo a tradição de, na viragem do ano, fazer o balanço dos 365 dias anteriores, agradecer o que tive de bom, prometer mais e melhor e pedir desejos, lembro-me de olhar o céu e pedir que este ano 2013 fosse bom comigo, que fosse rápido.

Sabia bem o que me ia custar passar por aquele ano sabendo que não iria terminar o projecto que mais me consome nesta altura da minha vida, a faculdade. Sabia como me ia doer não sair porta fora com o canudo na mão mesmo não podendo ficar mais feliz por os meus amigos de verdade.

Passada a pior fase, bênçãos, queimas, perguntas como "Hei, já acabaste! Passou tão rápido, quais são as perspectivas agora?!" e respostas como "Ah, para mim só no próximo ano, vai passar depressa..." e caras de desilusão, após tudo isto ergui a franja e percebi que há tanto, mas tanto de mais importante nesta vida. 

Nestes 7 meses, pouco mais de meio ano passado, limitei-me a querer que passasse depressa o tempo que sempre me foi precioso. Esse tempo que sempre aproveitei até ao último segundo quis ver passar diante dos meus olhos sem o agarrar. Achava que ia custar menos. Não acredito que tivesse custado menos, também não custou mais, mas agora vejo que o tempo é o tempo e deve ser vivido como se não se fosse repetir porque na verdade não vai mesmo.

Nestes 7 meses, enquanto quis que o tempo passasse depressa, mudei de cidade deixando pessoas tão queridas, as quais só voltarei a ver daqui a uns bons meses, o moço mudou para outra cidade e enquanto vivemos juntos o tempo passou tão depressa, perdi para as entranhas da terra alguém próximo e para quem o tempo passou demasiado depressa e ganhei outras tantas coisas mas das quais nem sempre desfrutei porque quis que o tempo passasse depressa...

Com isto apercebi-me que não vale a pena pedir que o tempo passe depressa porque a certa altura da vida ele irá passar a uma velocidade superior àquela que desejaríamos e num dia já é tarde de mais porque não aproveitámos, porque não nos apercebemos, porque não queríamos... 
Vamos aproveitar o tempo.


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

À procura do vestido encantado

Não se pode dizer que não tenha tido alguns casamentos na família desde há uns anos a esta parte mas este ano é sem dúvida especial. Diz que o mano se vai casar. 
Até aqui tudo bem. 

O que vais vestir, oh rapariga?
Não faço ideia e a boda acontece dentro de dois meses. 
Sou a irmã do noivo, pah!

Começou oficialmente a busca desenfreada pelo vestido encantado. Que comecem as celebrações.

terça-feira, 30 de julho de 2013

A vida à escala de uma crise de sinusite

Quem me conhece sabe como é frequente (no Inverno) a presença dos ataques de sinusite na minha vida. Médicos e mais médicos e 245 opiniões diferentes-semelhantes. Uns diziam que só a cirurgia me iria ajudar (os que tinham clínicas e verdades irrevogáveis tipo o Portas, pois está claro), outros receitaram medicamentos milagrosos que na realidade ajudam muito e outros nem por isso.
A verdade é que sem cirurgia e outros medicamentos à parte, mãe é mãe e não há nada como o cházinho com mel de abelha, o sumo de laranja "cheio de vitamina C" e as recomendações 24h por dia, mais longe ou mais perto, para utilizar soro fisiológico mais todos os tipos de "água do mar" à venda na farmácia, para que não apanhe frio, para que não apanhe sol. Uma receita "médica" só dela e que me cura. Toda uma animação, vá.

Hoje, dia 30 de Julho, em pleno Verão (?) e acordo com esta maldita crise. Ele é olhos lacrimejastes, ranho que dá para oferecer e aquela dor de cabeça chata, já para não falar na garganta. Mas o que eu queria mesmo concluir com tudo isto é que, à escala de uma crise de sinusite está a nossa vida: quando estamos fracos, quando os nossos olhos lacrimejam e não nos deixam ver claramente, quando a garganta está fraca e sem força para falar e nos defender, quando a cabeça pesa com os problemas que não nos largam, não há nada como a "mãe", e por "mãe" refiro-me à família, a casa.



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Mães e Pais uma e outra vez

Diz que este foi o dia dos avós. 
A poucos minutos do seu fim não podia deixar de lembrar as minhas pessoas que enchem as medidas ao titulo de Avó/Avô. Foram quatro. Apesar de ser um número óbvio podia não ser assim tão certo. Tantos são aqueles cuja afinidade sanguínea lhes atribui um titulo que não conseguem honrar. 

Felizmente, os meus avós foram Avós.

O Avô José. Nunca lhe senti o cheiro nem lhe ouvi a voz. Faleceu um ano e meio antes de me poder conhecer. Mas eu conheci-o. Conheço-o. Sei bem como adorava contar histórias e sei as suas histórias. Sei como era religioso e como educou os seus. Sei que tinha tanto orgulho quanto lhe cabia no peito pelos seus filhos trabalhadores e netos dotados de qualidades que só um avô consegue ver. Ficou em mim uma sede de lhe ter visto o olhar. 

O Avô João. Partiu era eu uma criança. Não percebia muito bem o que era isto de se ver partir alguém e nunca mais lhe poder sentir o cheiro ou ouvir a voz. O Alzheimer levou-lhe a memória e o Parkinson a destreza mas lembro-me dele muito antes disso. E como dizia "minha neta". Adorava rir e dava-me doces. Ainda lembro a sua gargalhada.

A Avó materna. A avó. A minha segunda mãe. Faleceu há bem pouco e foi como se me tivessem tirado o chão quando soube. Dei-lhe um beijo uma hora antes e do nada partiu, traída pela fraqueza dos seus pulmões. Era calma, ponderada. Cristã que só ela. Uma mãe para todos os netos e acima de tudo para os seus filhos. Sempre houve espaço para mais um na sua mesa e chá que sobrava. Sinto falta do seu olhar e de como me acalmava.

A Avó paterna. Forte e dona de si. Hei-de sempre lembrá-la forte e não como ficou depois da queda que a tornou fraca e que acabou por tirá-la de nós ainda a ferida da perda anterior não estava sarada (nem vai estar). Adorava o campo e tinha um amor por mim que lhe podia sentir na voz. Foi a última dos quatro a partir e ficou em mim a vontade de lhe ter dito algo mais. Ainda a ouço a chamar por mim e sei como brilhavam os seus olhos de orgulho a cada conquista minha. 

Hoje, no dia dos avós, lembro-me de cada um deles, das minhas pessoas e desejo que um dia, quando tiver filhos, estes possam olhar os meus pais com a ternura com que eu olho os meus avós.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

As coisas boas acontecem

Sim. Acontecem!
Com o passar dos anos tenho-me apercebido que as leis do universo são estranhas e confusas. Mas, havendo margem para dúvidas, o melhor é sempre enviar boas energias e acreditar que tudo isto funciona como um espelho e essas boas energias ser-nos-ão entregues novamente, traduzidas em coisas boas.
Quantas pessoas espalham alegria e fazem o bem e não vêem as coisas boas lhes acontecerem? Muitas, é verdade. Ainda assim, e porque o sonho comanda a vida e, quem diz o sonho diz a capacidade de acreditar, eu rejo-me por estas leis do universo, estranhas e confusas.

A verdade é que no meio do desemprego, no meio da austeridade e da má liderança que temos ainda existem oportunidades. Não são as oportunidade de sonho mas são oportunidades e hoje só posso ficar fora de mim por saber que alguém que me é tanto recebeu uma oportunidade e está feliz por isso.

As coisas boas acontecem...


terça-feira, 23 de julho de 2013

Vinte e poucos

Diz que faço anos hoje. 
Parabéns a mim!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Férias, o sentimento

Estar de férias, na maioria dos casos, não significa apenas uma pausa no trabalho, na faculdade ou na escola. Não significa apenas não ter horários a cumprir ou poder levar o corpo a outras paragens que não as mesmas de todos os dias do ano. Férias, pelo menos para mim, representam também um sentimento. Um sentimento que surge com todas as características das férias acima mencionadas. Toda a calma que essa pausa na rotina proporciona, traz consigo um sentimento bom, sentimento de férias. É uma mistura entre alegria, serenidade, excitação, paz... (É difícil de traduzir, caramba...)

No entanto, e sem saber porquê, continuo com o coração apertado, como se tivesse horários a cumprir, projectos e trabalhos com um prazo curto a entregar. Não sinto a felicidade de estar de férias no seu pleno. Talvez por estar longe de quem mais queria ter por perto, talvez por o sol ainda estar envergonhado nestas paragens, talvez por mim... 
Tenho saudades desse sentimento, saudades de sentir Férias.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Clocks

Ontem, pouco passava das 15 horas quando eu e ele, no terminal do aeroporto num café chamado "Clocks" (relógios), falávamos do tempo. Do tempo que vivemos, do que ainda vamos viver, do nosso tempo. 

Ontem, no café "Clocks" despedimo-nos fisicamente sem saber por quanto tempo. Se a vida vai fazer com que venha para bem perto de mim dentro de um mês (ainda que por pouco tempo) ou se só lá para o fim do ano nos encontraremos num fim de semana para celebrar o amor de alguém que nos é querido. 

Ontem, no café "Clocks" quis que o tempo parasse e que ao mesmo tempo andasse tão rápido quanto fosse necessário para que estivéssemos juntos novamente na nossa casa, a minha e dele. 

Que o tempo seja meigo e traga com ele coisas boas. 
Que os relógios não parem de cada vez que tivermos de passar dias e dias afastados pelo mar que nos uniu e agora nos afasta, fisicamente...

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Uma pausa nos caixotes

O Caleb dos Kings of Leon está bom e recomenda-se.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Em busca dos caixotes perdidos

É o seguinte: uma pessoa farta-se de ver caixotes vazios à porta das lojas na sua zona. Caixotes de mercadoria que depois de vazios, jazem em frente às lojas à espera dos senhores que recolhem cartão. 
Pois bem, enquanto não precisei deles via-os aos montes. Agora, com as mudanças à porta, é ver-me a pedir caixotes às portas e, espantem-se, ninguém os tem.
Estou a ver-me a ir comprar caixotes qualquer dia. Estamos bem, estamos...

domingo, 7 de julho de 2013

Coisas que sabem bem

Fins de semana de Verão, amigos e gargalhadas.


Que o sol traga com ele toda a energia que preciso para uma semana de despedidas...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sugestão para uma tarde quente de Verão*

Passear o corpo pelas lojas de roupa da baixa. Não é preciso comprar nada. É só mostrar algum interesse nos trapinhos e deixar-se arrastar por entre os cabides. 

Mas pra quê?! Perguntais vós.

Para aproveitar o santo do Ar Condicionado. Ámen.

* Na impossibilidade de se dirigir à praia, pois claro. Se bem que a sugestão que vos dou é bem tentadora. 

Notícias só das boas se faz favor

Falava eu com a minha mãe ao telefone. Enquanto a distância não encurta este meio de comunicação é bem explorado por cá. E disse-lhe eu:

- Ah, é verdade tenho uma novidade.

Ao qual a mãe me responde:

- Diz-me que é boa que agora só quero notícias boas, chega de coisas tristes.

Esta resposta, aparentemente simples, fez-me pensar em como, não só a minha mãe e a minha família de um modo geral, mas também todos nós estamos fartos de notícias más. É que já não é só estar farto, é também ter um certo medo do que para aí vem. 
Não sei se por causa das notícias desastrosas na TV, se por a cada semana emitirem um comunicado do Governo com mais austeridade, se por agora quererem todos dar de frosques e isto estar a caminhar a passos largos para uma anarquia, se por já termos passado por uma série de noticias desagradáveis que envolvem a saúde de entes queridos, se por mil e uma outras razões. 

Não sei. Sei que realmente também me sinto assim, com sede de boas notícias. Com medo do que para aí vem e é um sentimento desagradável.

Que este calor traga com ele coisas boas, mas coisas boas à séria!


terça-feira, 2 de julho de 2013

De grão a grão fica o governo sem ministros

Assim o Vasco Palmeirim fica sem inspiração para compor textos que celebrem a demissão de cada um deles.

(É mesmo melhor levar a coisa para a brincadeira, porque se começamos a pensar a sério sobre isto vai dar mas é para chorar)

Vivi, o teu tempo chegou ao fim

Apesar de eu achar que isto não muda  nada muito, lá se foi o Gaspar. Quem o vem substituir vai fazer igual ou pior (muito optimismo, hein?), até porque quem manda agora é a Troika e só temos uns bonequinhos no governo a chular dinheiro. 

Por agora vou-me rindo com as coisas giras que se fazem em torno do tema.

video



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Do fim de semana... Ou do cheiro a incenso

Quais é que eram as probabilidades de, no mesmo Hotel, existirem dois salões (onde se fazem formações e palestras e sei lá mais o quê) um em frente ao outro, e estarem os dois em uso no mesmo fim de semana?

Todas, porque até aqui nada de mal.

Agora, quais é que eram as probabilidades de eu estar num deles a ter formação (muito gira e com coisas boas para aplicar na futura profissão) e começar a sentir um cheirinho a incenso, daquele que eu não gosto a emergir do salão do lado?  

Aqui as probabilidades começam a baixar.

Para remate final, quais é que eram as probabilidades de nesse mesmo salão, de onde provinha um desagradável aroma, estar a Alexandra Solnado a fazer formação(?), conversação(?), reunião(?) com Jesus?

Bingo!

p.s. Vale a pena ir nem que seja pelo coffe break. A malta da minha formação com marmita nos intervalos a mirar aquela mesa composta que dizia "Reservado: Alexandra Solnado". 
Tenho dito.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vamos tomar um copo ou consultar o Facebook em conjunto

Com as noites de Verão chegam também os cafés na esplanada. Já aqui falei do quanto gosto de café e de ir ao café. Gosto de alapar numa cadeira na esplanada ou mesmo lá dentro e estar sem nada para fazer nem que seja por apenas 5 minutos.

Ora, ontem foi dia de esplanada ao anoitecer. A praça estava cheia como há meses não se via. É o Verão. De tão cheia que estava a praça, as mesas estavam repletas de pessoas muito próximas umas das outras. Foi com desagrado que notei que, na mesa imediatamente ao nosso lado, dois homens entre os 30 e os 40 anos, cada um com o seu Smartphone, consultava o Facebook. Não sei por quanto tempo o fizeram e pouco me importa, mas reparei que durante algum tempo o seu silêncio gritava naquela praça barulhenta. 

Nada tenho contra o Facebook, utilizo-o diariamente, no entanto há certas atitudes com as quais não me identifico mas deixemos esse tema para outro dia. O que é certo é que é cada vez mais notória a inversão de valores e atitudes. O que antes era "tomar um copo" hoje é "consultar o Facebook". 
Não vamos desperdiçar o que ainda é de graça, uma boa companhia não virtual, uma noite de Verão.


Olha lá o sacrifício...

Prestes a completar 5 anos de namoro, eu e o moço num diálogo muito construtivo:

Ele - Quase meia década, hein?
Eu -  Olha há quanto tempo eu te aturo. Se traduzirmos isso numa vida, uma criança com 5 anos já é grandita, é muito ano...

(Silêncio)

...

Ele - Imagina em anos de cão.

E era isto.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Caixas Multibanco e o típico Tuga

Eu sei que nem toda a gente usa o serviço online que os bancos dispõem e sei que há muito boa gente que se serve das caixas multibanco para fazer todo o tipo de serviços: ele é levantar dinheiro (normal), consultar o saldo (aceitável), carregar o telemóvel (numa situação de aflição ainda vai...), fazer transferências, pagar a conta da luz, da água, do gás, da TV cabo e do hotel do gato. 
Mas convínhamos, utilizar a caixa multibanco que se encontra dentro do Pingo Doce que, para quem não está familiarizado, é aquele supermercado no qual não se pode pagar as compras com cartão multibanco se o montante não atingir os 20€, é ter coragem, uma vez que essa mesma caixa tem, normalmente, uma fila com 2 metros (estou  a exagerar mas, às vezes, a fila é mesmo grande!).

Ora, e para começar bem o dia, aqui a menina, vai ao dito supermercado e, no sentido de ter a notinha de 20€ consigo (mas bem podia ter pago com o cartão que uma pessoa nem dá por ela e com meia dúzia de tretas já faz 21€), coloca-se na fila da caixa multibanco. Duas pessoas à minha frente e, instantaneamente, duas atrás. E não é que já não bastava a pessoa da frente ter levantado dinheiro e pago uma conta qualquer, vai a seguinte e faz uns 4 serviços. Era ver a minha cor a mudar de cada vez que o cartão saía e mal aparecia "Introduza o cartão" a senhora lá o enfiava na ranhura...

Povo, eu até aceito que não queiram utilizar o serviço online, são da velha guarda e isto das "modernices" ainda a modos que assusta. Mas, por favor, se querem dedicar aqueles 10 minutos do vosso dia a pagar contas, carregar telemóveis, levantar um dinheirinho e ainda consultar o saldo das 3 contas bancárias que têm, dirijam-se a uma caixa menos movimentada
Obrigada.


Sim, bonito era chegar à minha vez e não ter dinheiro. Mas tinha.

domingo, 23 de junho de 2013

Do Cinema

Hoje, passados muitos meses, tantos que não consigo lembrar, fui ao cinema.
Há muito que andava com aquela saudade, do cheiro a pipocas, da sala grande e escura, daquele ecrã e do som, tão alto que nos transporta para o filme. Mas os preços (sempre os preços) faziam-me sempre adiar e deixar para mais tarde aquele filme que tanto queria ver...

O filme foi bom, a companhia óptima mas o cinema, aquele cinema de outrora, não é mais o mesmo. Não me refiro às instalações em si, ou à qualidade da imagem ou do som. Refiro-me ao ambiente. À sala cheia, ao barulho estridente do mastigar de pipocas espalhado por toda a sala. 
Não foi assim há tanto tempo que nas salas de cinema passava o Código de Da Vinci. Estávamos em 2006 e lembro-me muito bem de ver o filme acompanhada dos meus primos e de a sala estar cheia a abarrotar! Desde então não me recordo da última vez em que vi uma sala tão cheia, tão boa, tão cinema... 
Tempos bons, voltem. 

Já agora o filme foi o Now you see me  (Mestres da Ilusão em português) e gostei muito!



p.s. Sou só eu que antes de começar o filme propriamente dito já deu cabo de quase meio pacote de pipocas?


Dúvida Existencial

Hoje, na fila do multibanco, à minha frente estava uma mulher acompanhada por uma menina com 4/5 anos e um cão. Depois de tratar dos seus assuntos arruma o talão e diz:
- Anda Lola!
E tanto o cão como a menina andaram...

Agora digam-me: Quem era a Lola?! 
Vamos acreditar que era o cão, cadela vá...

p.s. Desculpem-me as Lolas (humanas) deste mundo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Desta vida que é efémera

Esse cancro padrasto que chega sem pedir licença, que transforma a vida de um ser, que lhe tira a força, que lhe tira o brilho de viver, que leva com ele TUDO. Leva com ele a pessoa, leva com ele pedaços dos que cá ficam a (tentar) acreditar que a vida consegue ser bela. 
Esse cancro que é de si mesmo horrível, feio, todo ele negro, que não escolhe idades nem datas, que não escolhe alturas e chega simplesmente para levar o que é bom... E leva.

Que esse lugar para onde hoje foste seja mais belo.

Ah e tal, sou uma estrela, eu bato em quem eu quero...

Anda por aí a circular o vídeo no qual se pode reparar na famosa Rihanna, em pleno concerto, a atirar com o microfone a um fã. Não se pode dizer que eu goste muito da moça mas também não tinha nada contra ela. Mas esta coisa da "mania de estrela" faz-me alguma confusão. Não sei se é o dinheiro a mais ou a (falta de) educação, ou se realmente isto de ser uma "estrela" muda assim tanto as pessoas. O que é certo é que, se a menina não queria ser tocada por fãs, não tinha tido a brilhante ideia de passear a beleza tão perto do povo.

No entanto, e apesar do cenário já ser feio, se a moça tivesse dado uma boa justificação para a sua atitude (ia ter que se esforçar muito na mesma...) ainda dava o benefício da dúvida. Podiam a ter magoado, podiam lhe ter chamado algum nome muiiiito feio, bla bla bla. Mas, parece que, e vê-se bem no video que ela não foi agarrada durante assim tanto tempo, a "estrela" sentiu um ligeiro puxão, completamente normal no contexto, e atirou o microfone. No final, ainda teve o latão de dizer que fez de propósito porque a "bitch" não a largava...

E pronto, são estas as pessoas que ditam as modas, são estas pessoas as referências dos fãs e são estas pessoas que vendem milhões... 


Definitivamente o convívio com o Chris Brown não te fez nada bem...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Do último sábado...



Feliz? Feliz até fui mas nem digo até onde tinha tinta...

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Diz que...

... O "nosso" Hot Jesus está na corrida para o Emmy.



Olha que bem!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Esse Verão prometido

Assumo a culpa: Gosto muito de Verão. De sol, de sandálias, de praia, de óculos de sol, de esplanadas, de férias, de vestidos, de calções, de mar, de gelados, de chocolate (sim, o chocolate é bom em qualquer altura do ano e qualquer assunto serve para referir que gosto de chocolate), de piqueniques, do cheiro a protector solar, de bebidas frescas, de coisas de Verão.

Também é verdade que gosto muito daquele frio de Natal e que não sou muito querida com aquele tempo que "nem fode nem sai de cima". Ou bem que é Verão ou bem que é Inverno. Sim, as folhas no Outono são muito giras e as flores na Primavera ainda mais, mas ou se tem sol para estar na praia ou se tem Inverno que lembra Natal. O resto é treta. 

Mas, o que eu ia a dizer mesmo, é que quem tirou férias esta semana a pensar em praia, enganou-se tanto quanto eu quando pensei que antes dos 22 estaria licenciada. O que fazer? Conformar-se, pois está claro, e esperar por esse Verão prometido.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Faço exercício, não faço exercício, faço exercício, não faço exercício...

Antes da faculdade o exercício físico era um dado adquirido na minha vida. Para além das aulas de Educação Física na escola sempre tentei ter mais uma ou outra actividade extra-curricular. Não tinham de passar, necessariamente, pela actividade física, mas passaram.

Contudo, e por mais activa que eu fosse, com a faculdade vieram as mudanças. E refiro-me mesmo às mudanças no estilo de vida. Lá se foi o exercício físico regular, que isto agora de ser dona de casa mais estudante mais dona de mim mesma não dá tempo para tudo. Mas, e sempre que possível, lá arranjava um tempinho para ir dar umas corridas, saltar que nem um louca à frente do PC enquanto assistia a um video do Youtube ou pedalar desalmadamente sem sair do sítio numa bicicleta estática em 2ª mão. 
E nisto os anos foram passando, ora faço exercício, ora não faço, ou porque o tempo não está para ajudar, ou são os exames, ou estou em modo preguicite aguda e mimimi pardais ao ninho e nada de regularidade no plano. 

Há umas semanas meti na cabeça que é para correr. Sim, eu sei que está na moda, e que agora toda a gente faz, que não é original  mas eu também corro, e daí? Faz bem ao corpo e à mente e na verdade sempre o fiz só que mais tarde ou mais cedo acabava por desistir. Já lá vão umas semanas e é para manter o espírito. Por isso, por aqui corre-se atrás do vento e sabe bem.

Já agora, isto do chove/não chove, do "já estamos na Primavera, ah, afinal ainda não" não ajuda. É que isto de correr já não é fácil então a apanhar com água na tola muito menos...

domingo, 2 de junho de 2013

Das crianças e do dia delas...

Saudade. É esse o sentimento que vem à tona quando recordo este dia de há uns anos atrás, pouquinhos. Já se sabia que a escolinha tinha algo preparado para nós, ou era uma actividade na baixa juntamente com outras escolas, ou algo diferente ia acontecer na própria escola, um recreio maior, em tempo e tamanho, umas guloseimas à hora do lanche... Depois, em casa, os meus pais tinham lá sempre qualquer coisinha, uma bonequinha (por mais simples e barata que fosse, enchia-me sempre as medidas), um livro, mais guloseimas. Até na adolescência e, só por brincadeira, ainda havia uma lembrancinha para mim no dia 1 de Junho. Uma pessoa sai de casa, faculdade, responsabilidades, lá se foi o dia da criança como eu o conhecia.

No entanto, do que eu tenho mesmo saudades, não é desse dia em si. Do que eu tenho mesmo saudades nem é da infância propriamente dita, daquilo que toda a gente fala: "ai que saudades de ser pequenino, de brincar sem responsabilidades, de viver...". Do que eu tenho mesmo saudades é de achar que ser "grande"  era bom... Do que eu tenho mesmo saudades é de achar que "crescer" ia trazer consigo uma vida de princesa, como nas histórias.

Pois, não acho. Crescer é bom. Mas não é tão bom quanto a minha cabecinha de criança achou que ia ser. Crescer é bom e até me sinto um pouco princesa, mas traz consigo tantas outras coisas. Uma inocência perdida, um pé atrás nas decisões. Crescer é bom, mas achar que crescer é bom é ainda melhor. E é disso que eu tenho saudades. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Há dias...

Tão bem que se está hoje. Hoje, ninguém se pode queixar do mau tempo, da falta da Primavera prometida, da falta do cheiro a Verão que teima em não aparecer. Hoje, o dia está radioso, o sol brilha e apetece estar na rua, num banco de jardim só a ver gente passar. E, com a gente, a sua história. Aquele velho cabisbaixo de chapéu, que viu o tempo levar com ele o amor da sua vida. A teenager cujo passo é maior que a perna e os calções bem mais curtos. A mulher atarefada, cheia de sacos, de certeza que tem pressa. 
Hoje apetece estar na rua, num banco de jardim a pensar no futuro. Esse futuro bom que faz esquecer o que realmente tenho, o presente. Quando o presente não é tão bom quanto quero, tenho a mania de saltar para o futuro porque tudo "vai ficar melhor". Nah... Não fica. Aliás, até pode ficar, mas só fica se começar hoje a moldar o presente, a mexer-me por aquilo que quero que seja o futuro. 

Mas, há aqueles dias em que só apetece estar na rua, num banco de jardim.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

O café da frente

Quem me conhece sabe que sou fã de café. Qualquer pretexto é bom para tomar um "cafézinho", desde o "ai, que dormi tão mal" até ao simples "apetece-me um café". Mas, melhor do que tomar um café é o "ir ao Café" em si. O ideal é ir acompanhada e bem. Sou pessoa de falar, de rir, de ouvir e sozinha não é tão fácil, se bem que sou pessoa de falar sozinha e rir de mim mesma sem problemas. 

Há uns tempos que, eu e o moço, porque passámos a ter algum tempo livre, costumamos ir ao Café em frente, depois do almoço. O café é bom e, sem darmos por isso, vamos lá praticamente todos os dias. É ver-nos apontar à porta e já a senhora começa a tirar dois cafés. A primeira vez que o fez sem se dirigir à nossa mesa para anotar o pedido, chegou à nossa beira ainda a medo, dizendo "é isto, não é?" ao qual respondemos "é isso mesmo, já adivinha e tudo." E quando o ambiente é acolhedor não é preciso muito para se adivinhar o pedido dos clientes. Não é que o Café seja pequeno mas, reconhecem-se muitas caras. É um Café habitual, onde os reformados se juntam, onde as colegas de trabalho vão na pausa do trabalho, onde o casal se encontra para um café a meio do dia, onde se discutem as últimas do Gasparzinho, onde se volta e quer voltar. E, é deste tipo de ambiente que se gosta quando no meio da cidade se sente casa, se sente um pouco do pequenino da aldeia.

Que se encontrem mais "cafés da frente" em todas as paragens, "cafés" onde as pessoas sem se conhecerem conhecem-se. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Bebé 59

Na China, um bebé recém-nascido foi resgatado com vida de um CANO DE ESGOTO... Isso mesmo, um cano de esgoto que, aparentemente, tinha apenas 10 cm de diâmetro.

A China... Aquela potência mundial onde, de um lado estão os grandes avanços tecnológicos, as grandes massas comerciais e, do outro, isto. Este lado desumano, selvagem, animal (que me perdoem os animais...).

Ao visualizar o video onde é retratado o processo de extracção do bebé do tubo, pus-me a pensar na situação em si. Uma mãe, ou melhor dizendo, uma mulher que transportou aquele Ser no ventre e que de mãe não tinha nada, grávida sabe-se lá em que circunstâncias, uma família pobre, uma jovem mulher, uma prostituta, uma... Não sei que vida teria aquela mulher. Sentindo que o pequeno Ser estaria pronto pra nascer, dirige-se a uma sanita e já cá fora, olha-o sabe-se lá como e, num acto de ??? (não sei mesmo como caracterizar) puxa o autoclismo e vê sucumbir um ser humano como se de merda se tratasse. Sim, merda! 
É assustador pensar nas pessoas assim... É assustador pensar que de evoluídos temos tão pouco.

Que esse bebé 59 faça pelo mundo o que as pessoas que o salvaram fizeram por ele. Que esse bebé 59 não seja apenas mais um número. Que esse bebé 59 faça da China um país melhor, um país evoluído.

domingo, 26 de maio de 2013

Mudança de chip

Após um fim-de-semana de motivação, de excesso de informação, de conversas boas com gente criativa e dinâmica, é altura de mudar o chip. Sim, há dias em que apetece bater em todos os optimistas, principalmente quando queremos "desfrutar" daqueles momentos de depressão em que podemos nos embrulhar no cobertor e comer umas bolachas durante tardes a fio, desculpando-nos com a tristeza e o "não tenho nada para fazer...", mas já chega. 

Esses momentos têm que ser cada vez menos ou nenhuns. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Portugal no seu melhor

Eu nem sou daquelas que deita a baixo o seu país e muito menos das que cospe no prato que comeu. Mas, não vou negar que invejo um bocadinho a cultura de alguns países. O rigor, a pontualidade e a organização de determinados países do norte da Europa sempre me chamaram à atenção e, quando em Portugal, me dão cada vez mais provas de não ter nenhuma destas qualidades, a vontade de abanar as pessoas cresce e cresce e cresce...

Apresentação de um projecto marcada. Hora combinada. Outros planos alterados. Chega o dia. Encontro no local. Vamos a isso.
Pessoa que por alguma razão estava no local a representá-lo mas não tinha nada a ver com a organização - Ui? Não sei de nenhuma apresentação. Nós até temos aqui um outro evento a decorrer...

Muito bem. Obrigada e até uma próxima.

De quem é a culpa? Nunca saberemos. Aqui a culpa morre sempre solteira.